A
pergunta que
mata! Como se fossemos obrigadas a ter uma fantasia constitutiva da
nossa mente e alma.
Este é o tipo de perguntas que
durante muito
tempo,
acreditei que deveria existir uma resposta. No mesmo saco que "Qual
é tua cor preferida? Qual é a tua banda favorita?
". Finalmente, com o tempo, pensei,"merda"
eu não tinha que me inclinar sob o peso da ditadura da resposta
obrigatória.
Portanto, agora returco "deixem-me
em paz com essa
pergunta de merda".
Eu sei-lá, talvez eu não esteja suficientemente conectada com os
meus desejos e o meu inconsciente...
Essa pergunta chata, é frequente surgir em duas circunstâncias muito específicas :
-
Com o seu parceiro na cama, e para não fazer figura de otária ou
correr o risco de parecer uma miúda de 12 anos, eu respondia quase
ao acaso, metade das respostas surgiam dependendo do humor da noite,
com uma certa dose de perspicácia por saber mais ou menos o que
ele desejaria ouvir "Hummm...ser
atada? Chicotear-te? um trio? A meio de um jantar em casa dos teus
pais? “.
Reconheço que
no final, neste caso, poderíamos iniciar uma palestra muito
instructiva.
O verdadeiro problema é o caso nº2 :
-
Alguém que deseja animar um jantar "mundano" com contornos
morosos e taciturnos, na expectativa de criar ambiente. Se for uma
gaja a perguntar, a questão subjacente é habitualmente "eu
tenho uma grande fantasia, porque eu sou uma depravada, serás capaz
de fazer melhor?
" Se for um gajo, é estimular um tema de masturbação
para depois....(na
falta de inspiração).
No caso de ter um espírito de contradição e na expectativa que
vos deixem em paz, aviso já que
não adianta tentar explicar "Eu não sei ou eu não tenho"
porque tem por garantido uma sessão de psicanálise de 45mns sobre a
sua mente retrograda de mulher frígida! O melhor mesmo é mergulhar
directamente no assunto, lançando uma resposta bem "hardcore"
que arrefece logo os ânimos, tipo "bah
na verdade ... (com um sorriso malandro), eu tenho vergonha de dizer
isso ...” (Normalmente,
td gente incentiva com um "oh
conta"
aguçando-lhes ainda mais a curiosidade) “Huuummmm...eu
sempre sonhei defecar em cima do meu parceiro! "
A priori, depois
de uma declaração como esta, podem estar certas que vos deixam em
paz para o resto da noite.
Agora mais a sério, como é que
podemos responder a uma pergunta como essa? Além daqueles que têm
uma fantasia recorrente, uma orientação sexual ou os fetichistas do
"pézinho" ou outra
que
tal...depois
de me debruçar sobre o meu caso em particular, conclui que as
fantasias evoluem de acordo com dois factores diferentes. Primeiro, a
idade. Aos 16 anos, a minha fantasia era foder dentro de água,
bem... não, na verdade, era provavelmente somente foder com o
príncipe encantado. Depois surgem as experiências homo, as orgias,
os trios, ou seja lá o que for - mas sempre com a firme convicção
de padecer de uma grande falta de imaginação. Em suma, uma prática
que
fantasiei
num determinado momento pode não me
dizer nada passado algum tempo.
O Segundo factor é: encontros. Há
pessoas que vos inspiram diferentes fantasias. Parceiros com os quais
a relação (e no contexto em que ela ocorre), os jogos eróticos
seguem para uma direção ou outra...